Paixão


Paixão


Já fui taxada de insana, desmiolada, doida e sem noção pela paixão e amor que nutro pelo baseball e futebol americano. Principalmente pelas mulheres que, ficam indignadas pelo fato de uma mulher ter este tipo de paixão, quando, ao in- vés de ficar horas defronte um espelho, no cabeleireiro, fofocando, ou num shopping, fica olhando jogo na TV ou internet. Aliás, jogos que podem durar até mais de 4 horas.

Tenho verdadeira paixão pelo Colts (NFL) e Peyton Manning, depois vem o Steelers e Troy Polamalu.

Não torço pelo Steelers apenas porque o Rodrigo mora em Pittsburgh, sou apaixonada pelo time desde 2003.

Troy Polamalu (43)..
Meu ídolo faz muitos anos, simplesmente o melhor safety da NFL (para mim o é). Tive o prazer de vê-lo ao vivo e a cores a menos de 10 mt, com a cabeleira farta e muito bem tratada, andando displicentemente entre os pobres mortais como eu (ele é milionário). Todo o time do Steelers estava no mesmo hotel que eu em Pittsburgh, aguardando a ida para New England. Não tive a cara-de-pau de ir conversar com ele porque, apenas arranho o inglês e com certeza co- meçaria a gaguejar e nada sairia da minha boca.




No jogo de ontem contra o Ravens ele simplesmente foi es- plendido, jogando no sacrifício fez o que muitos quando estão 100% da sua condição física não conseguem execu- tar, a interceptação e a corrida de 40 jardas que resulta- ram num touchdown, foi simplesmente ma-ra-vi-lho-so.



Torci e vibrei muito com o jogo de ontem, enquanto as mu- lheres olhavam BBB e se indignavam com a geração nafta- lina (Betão e Nana), não desgrudei os olhos da ESPN. Cada segundo foi uma emoção e uma explosão de sentimentos. Teve um momento que achei que perderíamos o jogo (4º quarto), quando o Ravens fez o touchdown, ufa... que sufo- co, haja lista de palavrões para destilar.



Faltando uns 3 minutos para acabar o jogo, Ryan Clark e McGahee se chocam violentamente (jogada normal), senti um frio na barriga..

Tive o prazer e a honra de estar com Clark no mesmo hotel em Pittsburgh (Hilton), no final de 2008. Estava no lugar certo, na hora certa, mas sem a máquina fotográfica, PQP, como assim? Foi quando vi todos os jogadores do Steelers na minha frente. Depois desse episódio, não soltei a má- quina um segundo que fosse.

No dia em que chegamos ao hotel, colocaram-nos num quar- to onde o hospede havia acabado de fazer o check out e, eu no meu inglês nada louvável, estava tentando explicar pa- ra o gerente que o quarto estava desarrumado, ai que sufo- co, foi feia a coisa, mesmo eu lendo no guia de conversação a frase certinha, eles não me entendiam.

Ao meu lado no balcão da recepção, havia um “negão” enorme, apoiado no cotovelo lendo um jornal, usando rou- pas um tanto quanto “estranhas”. Não dava um tostão fu- rado por ele, não pela cor, antes que pensem asneiras, mas pelo modo de agir e a displicência. Lá pelas tantas, ele en- trou na “conversa” que eu e o gerente estávamos tentando travar, aliás, ele e o gerente falavam e eu catava no dicio- nário o que iria responder , entendia quase tudo que eles falavam, mas eu não achava as palavras para responder rsrsrsrs. Passados alguns minutos, ele pegou o guia de con- versação das minhas mãos, virou para mim e pergun- tou: “the room is not clean”? Pronto, resolvido o problema, aí que me lembrei que eles usam o clean para diversas situações.

Até aqui, não sabia quem era o vivente que conseguiu me ajudar a explicar que o quarto estava desarrumado, agra- deci a ajuda e perguntei seu nome, ele me respondeu: Clark. Foi quando o David, o gerente (que arranha de leve o alemão), apresentou-o como um dos defensor do Steelers, Ryan Clark (25). Quase tive um treco. Imaginem a cena, não tive coragem de ir perto do Polamalu porque não falava inglês e, agora estava ali, lado a lado, sentindo o perfume e ombros encostados num dos jogadores do meu time do coração.

Tão achando que acabou? Que nada, ele tirou o anelão do Super Bowl XL do seu dedo e colocou-o na palma da minha mão. Ele deve ter achado que eu não estava acreditando que ele era jogador do Steelers.. Já conhecia o anel por fo- tos, mas ter aquele anelão em minhas mãos, cravejado de diamantes foi o máximo. Senti-me uma quase rainha. PQP ², o fato não foi registrado em foto, mas há várias teste- munhas oculares, inclusive as câmeras do hotel kkkkk

Ficamos tão íntimos rsrsrsrs que, num linguajar de ma- ternal ele me perguntou o que estava fazendo na cidade, expliquei (isso eu sabia responder direitinho, tinha feito a lição de casa com afinco), ai jesuissss, ele me deu um abração, desejou sorte e sucesso pro Ro, que ele conhecia por nome e por foto e foi para o ônibus que os levou até o aeroporto.

A paixão que já tinha pela NFL, simplesmente triplicou de- pois do episódio. Aumentou ainda mais, quando pude sentir de perto a vibração de uma cidade inteira apaixonada e fanática pelo seu time. Não pude ver o jogo contra o Dallas Cowboys de dentro do estádio, porém, da janela do quarto do hotel tive uma visão privilegiada do jogo.




(Lélia-LMSPP)



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